“Traidor da Constituição é traidor da Pátria”.

Amanhã celebramos a independência do Brasil e a conquista da nossa liberdade como povo e como país. Desde 7 de setembro de 1822, nós, brasileiros, começamos a andar com nossas próprias pernas. Com fé em Deus e trabalho duro, enfrentamos obstáculos, conflitos, crises e ditaduras. Mas superamos estes desafios e conseguimos preservar a unidade nacional. Depois de anos de autoritarismo, restauramos a democracia e promulgamos a Constituição Cidadã em 1988. Que pode, sim, ter defeitos, mas que também vem sendo reformada. Ainda há muito a ser feito, mas sem dúvida, nossa Constituição contribuiu muito para melhorar a vida dos brasileiros, ao procurar equilibrar o progresso econômico com justiça social.

Mesmo assim, hoje o país está dividido. Extremismos políticos e ideológicos estão separando as pessoas. Estão presentes tanto nas brigas entre os poderes quanto nas discussões entre familiares, amigos e colegas de trabalho. E enquanto o conflito e a inimizade crescem, nosso sentimento de união como brasileiros e compromisso com a Constituição estão sendo severamente testados. Precisamos refletir sobre os riscos que corremos e o caminho que queremos trilhar como nação. Em uma democracia, a divergência de opiniões é normal e necessária, por isso não devemos tratar quem pensa diferente como inimigo. É preciso respeitar as diferenças e retomar o diálogo, pois não se constrói uma nação aprofundando divisões e criando crises sucessivas que desviam o foco da solução dos problemas e atrapalham o desenvolvimento econômico e social. Devemos superar esse clima de “nós contra eles” e começar a pensar em todos por um só Brasil. É preciso buscar o ponto de equilíbrio. É ouvindo as vozes da direita, da esquerda e do centro que vamos seguir adiante.

Aceito as manifestações porque entendo que democracia também é povo na rua. É legítimo que os insatisfeitos se manifestem, de acordo com o direito a livre expressão, desde que as manifestações sejam pacíficas e democráticas. E sobretudo, desde que não busquem a ruptura da própria democracia.

Por isso, neste 7 de setembro, vamos pensar verdadeiramente em colocar, acima de tudo, o bem do Brasil. Que esta seja uma celebração da nação, da liberdade, da democracia e da busca por justiça social e que nos lembremos sempre da frase de um grande herói nacional, Ulysses Guimarães, que disse: “Traidor da Constituição é traidor da Pátria”.

Por Celso Maldaner
Presidente estadual do MDB e deputado federal

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